Voce tem um grande amor. Talvez o maior de todos, se não do mundo pelo menos o amor mais intenso que voce já sentiu em todos os seus anos de vida. E você, de repente, tem a possibilidade de perdê-lo.
Você não sabe o que aconteceu, nem o que está acontecendo. Talvez seja você que está mudando, isso é totalmente possível. De repente as coisas ficaram complicadas, ficaram mais difíceis e tudo foi ficando confuso, estranho, complicado.
Aquela solução que parecia ser a melhor, a mais certa a ser tomada de repente parece um erro, um terrível erro. Há possibilidade de tudo acabar? Se há, isso da medo. Medo porque é obvio que dentro de um relacionamento as pessoas passam por momentos de crise, momentos ruins, os dois lados. E seria uma tristeza sem fim simplesmente desistir de algo tão bonito por causa de fases ruins. Dar um tempo é sempre um risco,concordo. A gente fica nessa angústia, nesse medo de perder.... MUITO medo, muito medo de perder a única pessoa que se amou dessa forma, porque...
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Passo-a-passo do machismo
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Bom, não tenho a intenção de transformar isso aqui num blog político cheio de opiniões etc e tal. Mas precisava desabafar em plena condição de indignada e aflita em que eu me encontrei depois de ver o capítulo e hoje da novela Insensato Coração - da rede Globo. Primeiro, é óbvio, há de se pensar: Mas que raios você tava fazendo vendo NOVELA? Porque, vamos combinar, há zilhões de outras coisas muito mais interessantes pra se fazer. Mas é que confesso, tenho uma queda por programações e coisas ruins (qualitativamente) e, depois, acho interessante assistir novela porque acredito que seja um instrumento de difusão de ideologia muito eficiente, pras classes de média pra baixo da população. Nessa novela há uma personagem chamada Cecília, interpretada por uma atriz bem jovem que namora ou namorava aquele menino que acha que é cantor, o Pe Lanza (enfim to me perdendo). Na trama ela interpreta uma menina muito boazinha, direita, bonita, limpinha, cheirosa, de princípios e que namora o filho do ...
A arte de (se) mudar
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Há um relato-desabafo que precisa ser feito, e eu não podia enrolar mais para fazê-lo, ou ele perdia sua atualidade. Há um tempo atrás, na antiga casa em que eu morava, eu e meus pais descobrimos que pagávamos um aluguel exorbitante e que eu deveria me mudar. No primeiro momento dessa descoberta estávamos "desesperados" mas logo que esse primeiro desespero passou, percebemos que era possível ficar lá até encontrar uma casa boa para morar - e que entre outras coisas, compensasse também. Quando avisei os outros moradores, comentei da seguinte forma: Vou precisar me mudar, acontece que pode ser "amanhã" ou pode ser no "final do semestre". Uma das meninas saiu da casa, um dos meninos foi pro quarto dela e seu quarto ficou vago. Um dos meninos que tinha um quarto "inferior" queria mudar de quarto, mas ele preferia o meu. Aceitamos um novo morador na casa, baseados no fato de que eu iria sair e portanto o menino pegaria meu quarto quando eu saísse e qu...
Tomando decisões
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Nunca - e esse é um jeito recorrente deu começar meus textos - pensei que eu teria que tomar uma decisão que envolvesse tantas coisas, tantos pormenores e tantas consequências pra mim. Claro, tomar decisões envolve lidar com as consequências que elas implicam. Mas eu ainda não estava preparada pra brincar de gente grande nesse aspecto. Não mesmo. Sobre o método: Colocar num papelzinho X de um lado, Y do outro. Listar os prós e contras de cada um e avaliar o custo benefício. MAS, não seria eu se não tive um toque de drama na história. Eu não consigo fazer isso, simplesmente acho difícil demais. Quando começo a me inclinar pra um, penso "ah mas a outra..." e ai fico nesse impasse. É reconfortante - engraçado - que eu tenha até sexta-feira para dar meu veredicto final sobre isso. Escolher o que eu quero fazer e NÃO PODER ME ARREPENDER, pelo menos não nos próximos dois meses. Meu maior medo é se eu vou conseguir dar conta, tanto de um lado, quanto do outro, de lidar com as conseq...
Lição 1
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Sempre soube que existia em salas de aula aquela disputa, aquela coisa de marcar seu espaço, ganhar "moral". Hoje eu perdi um pouco desse meu espaço. Embora eu nunca tenha desejado estar nessa "batalha" com eles. Assumo, a gente passa por uma hierarquia dentro da sala, onde a figura do professor é a de autoridade. É ele que tem poder sobre os alunos - ou é o que se pressupõe. Fui dar uma aula como professora substituta e resolvi propor uma redação bem simples. Percebi que um dos alunos estava lendo um livro e eu perguntei "você não vai fazer a redação?" e ele respondeu, sem nem olhar pra mim "não" e voltou a ler o livro. Eu tentei ainda perguntar mais alguma coisa, mas ele simplesmente me ignorou. Claro que eu fiquei COMPLETAMENTE sem graça - e que eu perdi um pouco do respeito que eles sentiam por mim. Também, imagino que em qualquer circunstância, em qualquer situação você ser ignorado e tratado grosseiramente faz você perder um pouco da sua co...
Experiências
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Eu pensava que ia demorar um tempão até começar a dar aula. É que era uma coisa que eu sempre quis, sempre mesmo. Sabe aquelas vontades de pequenininha? Bem assim mesmo, mas ainda falta(va) muito pra me formar em licenciatura, essas coisas de formalismos. E ai surgiu a oportunidade de dar aula num cursinho popular. Embora não fosse aula nem de história (matéria que eu me dava super bem no colégio) e nem de sociologia (matéria que eu pretendo dar)eu achei que poderia assumir a "responsa" e topei o desafio. Bom, nem preciso pensar pra dizer o quanto eu estava nervosa e com medo e assustada e com um tijolo de 15 kg no estômago quando precisei entrar na primeira sala. Todos, TODOS os alunos da sala sentados e olhando pra mim com cara de curiosos e, imagino, captando toda a minha tensão ao entrar na sala. Foi assustador. Claro que minha mão começou a suar e eu pensava "AI, O QUE EU FAÇO AGORA?" e claro que eu gaguejei um montão de vezes durante a aula. Quando eu me apres...