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Carta de uma súplica

Por favor, não apareça. A gente sabe quem mais perde nessa história, e a gente sabe porque. A culpa não é sua". Você só precisa não fingir que se importa, porque você não se importa. Então, fica tudo mais fácil, a gente simplesmente vai seguindo a vida e nossos caminhos não precisam se cruzar. Por favor, talvez o mais sensato a fazer seja fingir que não me conhece... Eu estou aqui por tanto tempo e cuidei tanto para que esse amor não voltasse a nascer. Eu me dediquei, me curei da dor enorme que era sentir o que eu sentia por você sem você sentir absolutamente nada por mim. E eu não digo nada como um "qualquer coisinha". Era nada, sempre foi nada. Construí tão bem os argumentos, planejei tanto... O tempo todo implorando para que você não aparecesse. Veja bem, eu não sabia quão forte era a minha "armadura", mas confesso que dei de mim o máximo e além dele para me certificar. E por um minuto... Por um minuto eu achei que eu estivesse a salvo. "Acabou o amor, ...
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"onde foi palavra (potros ou touros Contidos) resta a severa forma do vazio.”.

O limite do "aceitável"

Ouvi uma história de uma amiga que me deixou muito, muito, muito p* da vida. Sabe, é isso mesmo. Pra gente, que vive fazendo coisas que não achamos certas mas que estão ali, na linha do aceitável, parece que não terá mais jeito de "cair". Mas tem, e tem muito. E é preciso saber reconhecer qual é o limite desse nosso aceitável. Relações afetivas não aprofundadas, "relações liberais", sexo casual de uma noite, enfim, acho tudo isso muito progressivo, muito revolucionário. É verdade, é preciso ter um completo domínio de si mesmo, auto-controle, paciência... Mas eu acho um máximo, admiro, respeito e, quando não, tento praticar também. O problema, pra mim, é que as pessoas confundem sexo casual, por exemplo, com falta de respeito. E não, meu amigo, não é porque isso é um sexozinho "de boa" que você pode ser escroto. Ou escrota. Eu sempre vi um beijo, um abraço e uma relação sexual como um algo a mais entre duas pessoas (ok, três, quatro, enfim...). Não to falan...

(dos afagos desesperados)

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Olha, a gente se procurou, se procura, foi tudo meio assim, meio do nada. Mentira, não foi do nada, não foi assim que eu vi... mas vai saber, nunca da pra saber o que as pessoas estão pensando, se nem mesmo eu sei, as vezes, o que eu to querendo dizer... Mas a gente se manteve assim meio próximo, onde o limite da sua impessoalidade permitia. Não sei se essa é a palavra certa, pensei em frieza, mas não combina. Acho que pode ser medo, pode ser asco, pode ser indiferença... Não vou ficar aqui tentando adivinhar. A verdade é que você, assim como eu, tinha um propósito. A verdade é que eu, diferente do que seria o ideal a se fazer, precisei de você desesperadamente. Precisei porque, olha, a culpa foi minha, é verdade, mas precisei primeiramente, talvez, como um amigo. Não estávamos destinados a nenhum mal maior, era só a saciedade de se estar junto – junto a alguma coisa. Não precisava de flores, eu nunca gostei muito de flores. Não queria um chocolate de sobremesa pro almoço, não queria ...
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Me peguei pensando em passado ontem. Só chama passado por uma razão, e eu não queria viver disso. Não que faça diferença, entre viver de ir vivendo e viver de passado. O problema é quando se vive de passado sozinho, e quando se vive de passado e continua sofrendo. A única desculpa para se viver de passado é isso te fazer melhor, porque quem sou eu pra julgar aqueles que por algum motivo preferem viver em memórias ao invés de criar novas? O problema é que o futuro é assustador e o presente asfixia. Não consigo entender quando isso começou, talvez quando você foi embora. Estive esse tempo todo com medo de ser essa a razão, mas afinal que mal há nisso? Admitir um problema não faz dele menor ou maior, talvez mais real. Foi difícil, precisei enfrentar muitos pesadelos para conseguir, mas admiti. Foi horrível, não sabia que o desespero poderia ser tão faminto. Acho que, acima de tudo, tão doloroso. Estive perdida sem saber direito porque, e sei lá, talvez isso não sirva de nada, mas saber ag...
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Olha, tô aqui insistindo nisso, mas é que tem coisa que a gente precisa mesmo insistir. Mas também tem coisa que já é demais, né? Como saber que tem que acordar cedo e ir dormir tarde. Eu to aqui, morrendo de sono, sabendo que amanhã vou ter que acordar cedo e além de tudo tomar banho, e eu olho no relógio e to vendo os minutos. Você sabe que os minutos quando querem sabem voar, né? Pois é. Mas eu to aqui, to escrevendo, porque olha, vou ter que repetir... Tem gente que insiste em errar o mesmo erro, eu to errando. Só conheci gente assim porque estou sendo assim. Mas quer saber? No fundo, quem nunca? Dizem clichês que sentimentos e razão não andam bem juntos. Divergências políticas. Concordo. Tô pra descobrir que isso aqui é a ausência mais pura de razão e o transbordo de todos os sentimentos do mundo. Tem um monstro no meu estômago, o nome dele é solidão. Tá me empurrando pra baixo, pro lado, pro outro, pra cima, pro nunca mais, pro até quando... Até quando? Até quando alguém aguenta ...

20/11 - Carta de Saudade

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Querida Carlota, Hoje tomei a coragem de te escrever, porque explodiu no meu peito uma tristeza enorme ao saber que você foi embora. Eu queria entender, sei que estivemos distantes, sei que as coisas mudaram... Mas queria entender porque sempre sinto você tão próxima como amiga, mesmo tão distante. Queria entender porque sinto tanta falta de você. E é que eu me sinto tão sozinha ainda, depois de tanto tempo em que eu estou aqui, você ai, nossos outros amigos também "espalhados", e mesmo assim esse sentimento de que falta alguém é tão recorrente e presente, me acompanha sempre. Parece que sempre tem aquela coisinha pra contar, desabafar e não tem pra quem. Parece que conhecer pessoas demanda um esforço muito maior do que quando nos conhecemos. Parece que não consigo me encontrar nessas tantas outras pessoas, mesmo depois de tanto tempo aqui, é como se eu estivesse "vivendo" pela metade. Você me conhece, a intensidade e o exagero sempre fizeram parte de mim, mas nesse...