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Um BBB representa muita gente...

Ângela e Marcelo são dois participantes do Big Brother Brasil 14 que em determinado momento começaram a ficar. Passado um tempo, Ângela pareceu desencanar e decidiu colocar um fim no “relacionamento”. Foi paciente, explicou pro cara seus motivos e disse que, como conviveriam na casa por mais algum tempo, queria ser sua amiga. Não havia maldade – As pessoas ficam e as pessoas desencanam e, bom, quando UM não quer, dois não fazem, né? Marcelo se surpreendeu, tentou argumentar que Ângela estava fazendo um joguinho, um “doce”. Quando ela foi firme em sua decisão, Marcelo azedou. O cara que era uma referência de amorzinho, doçura, meiguice e um pobre coitado rejeitado (após se envolver com outra participante da casa) começou a colocar suas asinhas de fora. Brigou com Ângela, não aceitou ser SÓ AMIGO, criando tensão com a menina na casa. Depois de um tempo, a contragosto, teve que aceitar a decisão e se manter como um colega. Ou a gente achava que aceitou. Bem, eu assisti a edição de do...

2013: O ano que trouxe, levou.

Todo mundo tem aquele ano em que começa meio sem esperança: o ano seguinte foi ruim e as expectativas foram reajustadas. Esse vai ser só mais um ano, como todos os outros anos: nenhuma expectativa em relação ao amor, à faculdade, ao emprego, ao mundo. Mas a gente se surpreende, mesmo que sem expectativas, com as pequenas peripécias da vida. Ah, a vida. Que sopro, que espetáculo maravilhoso e dialético. 2013 me trouxe a necessidade de lidar com o vazio que é quando uma vida próxima a nós se vai. Eu, que nunca tive que lidar com a dor da perda, do pedacinho arrancado. 2013 me trouxe – ou me deixou – o vazio de perder um amigo, uma pessoa querida. Me deu o gosto amargo da inexistência, do fim de um longo ciclo, da transformação de um indivíduo e todo o seu conhecimento, bagagem, sentimentos, ações em nada, literalmente. Foi quando eu aprendi que podemos tentar ao máximo aprender uma fórmula, jamais conseguiremos. Cada um que vai, ao nosso redor, deixa a falta. De certa forma nos most...

Sobra tanta falta

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Nunca perdi alguém próximo, até sexta. Até acordar com o telefone tocando, com o nome da pessoa marcado na tela, às 08:00 da manhã, pouco convencional - e ouvir a voz de outra pessoa, entrecortada. E entender que algumas notícias não tem volta por mais que desejemos assim acima de tudo. O que é difícil? Talvez o fato de que aquela pessoa que era, que existia, não existe mais... Acho que não processei ainda, fico pensando que poderia passar na casa dele para dar um oi, jogar uma conversa fora, reclamar que não consigo fazer nada porque não sou boa o suficiente e ouvir que a juventude jamais, em hipótese alguma, pode ser pessimista. Receber uma ligação no meio da semana reclamando que eu não o visito mais, que faz tempo que eu não ligo... "Oi, menina"... Sempre pensei, intimamente, qual seria essa sensação. É como se existisse um cansaço muito grande, em cima dos ombros, e como se ao mesmo tempo existe um vazio no tempo e no espaço. É como se o vazio doesse, e ele dói. Nã...

retrocesso.

De todas as aflições que afligem a gente, aquela de não saber se se é possível seguir em frente hoje me parece a pior. Quando se está estagnado e acha que aquilo tudo já passou, já foi embora... Quando achamos que aquela era a hora certa pra se levantar e seguir em frente. Há um baque, ele é maior. Cair com a certeza de que se podia ir, sobretudo, em frente. Quando não podia. Quando doía. Quando podia. Quando poderia. Quando seria.

"I'll do it all everything, on my own I don't need anything, or anyon".

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Havia aquele buraco e, por ele. me entrava ar. Ao redor de mim tudo permanecia parado, extremamente denso, inflexível. A única maneira de escapar daquela constante falta de ar, daquela pressão que começava a tomar cada pequeno pedaço do corpo era atravessando aquele buraco. E uma certeza: fora dele as coisas seriam melhores. Tinham que ser. Me aproximei, mas pude perceber que, de fato, era um buraco muito pequeno. Eu jamais conseguiria atravessá-lo. Não havia nada em minhas mãos, nenhum instrumento, nenhuma maneira de fazê-lo aumentar... Ao me aproximar pude ver, lá fora, uma constante movimentação ... não sabia exatamente de que, mas era como se as coisas ali pudessem realmente funcionar, enquanto eu permanecia inerte, do lado de dentro - ou de fora, daquele buraco.  Eu queria fazer parte, eu precisava fazer parte. Eu não poderia mais suportar estar ali, não mais agora quando eu havia experimentado uma pequena noção das coisas do outro lado. Eu tinha que atravessar aquele b...

#carta número 3

Minha querida, Tudo mudou e nada mudou. Sabe quando a gente fica assim com aquele sentimento de incompleto? Quando a gente espera assim, algumas respostas, alguns resultados e não sabe o que esperar? Esse calendário tá bagunçando tudo, meu bem. Há muito tempo eu não ficava assim, perdida no tempo, traçando planos irreconhecíveis e me enchendo de objetos de proteção, pro próximo ano que com certeza vai ser paulera. Bom, é que eu nunca acreditei também nessas coisas, mas sabe como é, a gente precisa se agarrar em alguma coisa pra viver porque se não fica feio... Cê sabe, tento buscar uma maneira de lutar, mas parece que nem isso tem sido suficiente... bom. Queria te contar que tirando isso - que infelizmente é tudo - não tenho nada pra contar. Nada é suficiente pra você. Nada deixa a gente com essa perspectiva de qualquer coisa, uma infinitude de coisas. Bom, tenho apostado minha ficha em todas as coisas que estão longe de serem certas, são só erradas, mas você me conhece bem o suficie...

de desistir.

Você tem uma caixa. Uma caixa tamanho médio, resistente. Uma caixa que serve para colocar todos aqueles probleminhas, aquelas indigestões, aqueles contratempos... Um, por um. No começo, organizados. Com o tempo eles vão se ajeitando sozinhos lá dentro. E eles se solidificam, com o tempo. Porque, com o tempo, todo mundo sempre diz - é o melhor conselho - com o tempo as coisas passam. As dores, as perdas, os amores e nós, mas o essencial, esses incômodos(zinhos) passam. Mas se solidificam, porque incomodos(zinhos) se tem essa mania de não ir atrás de resolvê-los, mas guardá-los na caixa. E, como se solidificam, ocupam espaço permanentemente na caixa e, com o o tempo, também, surgem novos problemas para se colocar na caixa e, um a um, se juntam, se amontoam. E você percebe que a caixa está cheia, entupida - prestes a transbordar. E você tenta inutilmente fechá-la, senta em cima, passa fita, empacota... Mas ela pode explodir. E você resolve pegar, esses problemas, olhar pra eles e resolvê...