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sobre amores eventuais e mentirinhas chatas

Todas as minhas reflexões partem sempre de experiências concretas minhas, principalmente no que tange às desventuras do amor. Por isso, eu falo sempre de um lugar bastante específico: eu. Acho que pra mim isso serve para aliviar um pouco as eventuais dores e decepções que eu sofro, além de ser uma possibilidade de tentar entender esse mundo tão, tão, tão complexo... Eu tenho um relacionamento aberto e eu continuo achando que essa é uma das melhores formas de se relacionar amorosamente – apesar dos IMENSOS apesares: um relacionamento aberto envolve um milhão de problemas tanto com meu companheiro quanto com os eventuais parceiros que eu possa vir a ter. Como eu sou uma pessoa bastante tímida confesso que aplicativos como o “tinder” me ajudam a driblar os problemas da paquera/chaveco e muitas vezes me ajudam a chegar nos finalmentes com uma pessoa – fora que eu realmente acredito no potencial dele (em gerar encontros, aproximar pessoas e etc). Não que eu me restrinja só a ele, cla...

Sobre corações partidos

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Términos são um saco. Finais de relacionamentos são como minis ataques cardíacos que sofremos durante toda nossa vida. Não importa muito a idade que temos, se apaixonar e sentir as dores de um término serão sempre intensos, enlouquecedores e dolorosos. Aliás, não importa também como termine, embora talvez as intensidades variem, a verdade é que mesmo quando você não gosta mais da pessoa - aquele espaço, aquele vazio temporário que fica com a ausência dela pode ser absolutamente doído... Então, em algum ponto de uma paixão e por algum motivo que eu desconheço, apesar de ter tentado pensar sobre isso inúmeras vezes, eu simplesmente deixei de gostar dele. Tão rápido como o sentimento surgiu ele simplesmente desapareceu. Parecia, inclusive, que o oposto começava a se desenhar, cheio de impaciência, desgosto e indiferença. Ao contrário do que sempre dependo em palavras, não consegui ser sincera sobre isso - mas atos transparecem e ele percebeu. Quando finalmente nos encontramos ele foi...

Quando eu descobri que não se tratava de amor. E muito menos de respeito.

Não é preciso conversar com muitas minas (heteros) para flagrar que os homens tem, num geral, o "modus operandi" bastante parecido. Claro, do topo da raiva e do desgosto que eu estou sentindo, eu conseguiria falar que isso, além de tudo, é bastante patético, porque comprova que nem a criatividade é algo presente no cérebro dos machos. Mas, a verdade é que a receita costuma funcionar, e convenhamos que quando uma receita funciona não faz sentido nenhum trocá-la. É, bom. Algumas mulheres como eu - e eu me incluo nesse bolo sem um pingo de orgulho, mas preciso me reconhecer nesse bolo como primeiro passo para tentar mudar - algumas mulheres são ingênuas. Nós, mulheres ingênuas, somos ridiculamente programadas e ensinadas a acreditar no que um cara tem a nos dizer. Nós acreditamos na possibilidade de amar alguém apesar de qualquer coisa - e acreditamos que esse amor pode ser construído com respeito, admiração, companheirismo e sinceridade. E ai nós esquecemos que as coisas não ...

Antes de se apaixonar por alguém, como vai o seu amor próprio?

Esses dias eu li um texto quase que com esse título (fiz uma livre adaptação com o meu título, inclusive) um texto que me fez refletir sobre muitas coisas relacionadas ao machismo que vivemos, respiramos e crescemos. Como é normal pra gente, em uma conversa entre amigas, dizermos a seguinte frase: "que droga, acho que estou apaixonada(me apaixonando) por ele". É quase que inevitável, como se uma força gigantesca de outro mundo nos puxasse para o "abismo da paixão", aquele lugar cheio de ambiguidades, imundo e repleto de sofrimento que todo mundo, todo mundo já deve ter experimentado pelo menos uma vez na vida. "Estar apaixonado é um saco" eu diria. "Detesto essa sensação de que estou valorizando outra pessoa que não está nem ai pra mim" - fazemos as nossas coisas e de repente estamos pensando na outra pessoa. Ficamos ansiosas, esperando momentos de demonstrações mínimas de carinho e reciprocidade. Nos organizamos em torno disso. Pois bem, o qu...

Relatos de Mochila 1: Bolívia

Bom, achei que seria legal narrar minha experiência "mochilando" porque antes de ir viajar procurei algumas coisas na internet mas as encontrei de forma muito desorganizada (e eu tenho tipo um TOC para organização, rs). Pra começar é importante destacar algumas coisinhas básicas: 1. lembrar que essa foi minha primeira viagem de "mochilão" então obviamente preciso aprimorar muitas coisas; 2. Ninguém (por mais tempo e dinheiro que você tenha) consegue conhecer uma cidade/lugar em apenas uma visita. 3. É muito importante você PLANEJAR de fato sua viagem: eu planejei a minha durante o ano todo e mesmo assim planejei muito mal em alguns sentidos, percebendo isso só durante a viagem, por isso queria registrar (pra Julia do futuro, inclusive) o que eu considero por PLANEJAR: - Ler sobre o país que se pretende visitar (isso inclui ler, ainda que superficialmente, sobre a história do país, a situação social e política e também, óbvio, os lugares turísticos - as belezas his...

Eu e o feminismo #1

Há um tempo atrás eu conseguia defender sem balbuciar que feminismo era sobre igualdade. Eu conseguia, a partir da discussão sobre ter/não ter privilégios , argumentar com convicção que não se tratava exatamente de se culpar o sujeito de privilégio numa situação de opressão por ele ter aquele privilégio em si, mas sim de fazer com que ele se atentasse ao fato de tê-lo para, então, saber que alguns privilégios são exercidos em detrimento (opressão) do Outro. Só que eu mudei. Minha cabeça é uma confusão, atualmente, mas eu tenho certeza que deixei pra trás essa convicção que eu tinha. Não que eu ache que cada sujeito de privilégio numa situação de opressão é culpado – por princípio - por sê-lo – ÓBVIO que não. Eu ainda tenho plena certeza que sujeitos de privilégio podem ser aliados na luta dos oprimidos, desconstruindo seus privilégios e se atentando a eles. Bom, isso já da uma boa reflexão: o que é se atentar e desconstruir privilégios? Simples. Se numa situação de desigualdad...

Sobre tantas dores sutis (machismo)

Fiquei amadurecendo essa reflexão por muito tempo, e acho que mesmo que eu quisesse ela jamais estaria completamente madura – é que os sentimentos se renovam constantemente e isso tem influência em nós. Há um tempo quando eu já tinha aquela sementinha da discórdia dentro de mim alguns questionamentos sobre como e porque a sociedade funcionava como funciona já me eram constantes. Eu não conseguia entender, por exemplo, porque o fato de sempre ter sido gorda ou de ter um nariz grande servia como pretexto para alguns meninos da escola me perseguirem e me zoarem constantemente – inclusive porque naquela época ser gorda e ter nariz grande não eram coisas que me deixavam triste: eu era saudável, fazia atividades extracurriculares e me sentia bem em poder brincar e comer chocolate. Quando a zoação começa a ficar insuportável as meninas procuram aquelas pessoas que são sua referência para serem aconselhadas, e comigo não foi diferente. Me ensinaram que a melhor forma de responder esse tip...